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  • Lady Brigitte

É preciso dar as costas


É preciso dar as costas para o que pensam, para o que te falam, para como te olham, para como te julgam, para o que esperam de você.

Prefiro me questionar ao invés de questionar a opinião alheia.

Minha domme detém mesmo o poder?

Se você sente que não pode nunca se mostrar vulnerável, que não pode dizer não para as expectativas das pessoas sobre ser sempre poderosa, que tem que manter uma aparência distante mesmo quando em essência está envolvida, que espécie de poder é esse?

Se você acha que não pode admitir que não sabe, que não pode se mostrar em sua fragilidade, que de alguma forma não pode expressar em sua totalidade quem você realmente é, quem você está sendo?

Que poder você tem se você se tornar escravo da imagem dele?

Fala-se muito a respeito dos limites de submissos e das responsabilidades de dominadores.

E o silêncio impera sobre os limites de dominadores e sobre a responsabilidade dos erros e os acertos serem das duas partes envolvidas.

Todo mundo tem seus limites, dominadores também se sentem vulneráveis, inseguros, amedontrados, também erram, porque ninguém é forte o suficiente pra dominar tudo o que sente.

Vejo no FEMDOM uma grande porta de empoderamento feminino, de emancipação da mulher, de legitimação do nosso prazer.

Por isso desejo que a gente viva esse lifestyle sem medo de nos mostrarmos em todas as nossas faces.

Que a gente não sirva apenas à imagem do poder do fetiche, mas que tenhamos de verdade o poder de sermos sempre quem realmente somos.

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